Catégorie : Meditação na Bíblia

  • O Contexto Histórico da Profecia de Zacarias

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    Zacharie4

    Conhecer o contexto histórico permite uma melhor compreensão dos enigmas proféticos do Livro de Zacarias. Sua introdução revela que o profeta vivia sob o domínio do poder medo-persa, durante o reinado de Dario:

    “No segundo ano de Dario, no oitavo mês, o profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, recebeu a seguinte palavra de Jeová: 2 “Jeová ficou extremamente indignado com os pais de vocês.

    3 “Diga a eles: ‘Assim diz Jeová dos exércitos: “‘Voltem para mim’, diz Jeová dos exércitos, ‘e eu voltarei para vocês’, diz *Jeová (YHWH) dos exércitos.”’

    4 “‘Não se tornem como os seus pais, a quem os profetas anteriores proclamaram: “Assim diz Jeová dos exércitos: ‘Por favor, afastem-se dos seus maus caminhos e das suas más ações.’”’

    “‘Mas eles não escutaram nem prestaram atenção a mim’, diz Jeová.

    5 “‘Onde é que os seus pais estão agora? E os profetas, será que viveram para sempre? 6 No entanto, as minhas palavras e os meus decretos, que ordenei aos meus servos, os profetas, alcançaram os seus pais, não alcançaram?’ Então eles voltaram para mim e disseram: ‘Jeová dos exércitos lidou conosco de acordo com nossos caminhos e nossas ações, assim como ele tinha decidido” (Zacarias 1:1-6).

    * YHWH é o tetragrama, de quatro letras para o Nome Divino. Na Tradução do Novo Mundo da Bíblia, aparece com a vocalização comumente usada por séculos como « Jeová ». Essa vocalização é duplamente imprecisa porque insere a pronúncia J em vez de I (i) ou Y, e o V correspondente a W, que deve ser pronunciado « U » (não V). A vocalização correta do Tetragrama é YeHu(W)aH, Yehuah. A vocalização imprecisa « Jeová » é mantida na tradução bíblica utilizada, assim como a vocalização imprecisa de « Jesus », pronunciada Yeshua ou Yeshua, é mantida por ser a mais conhecida aos leitores (clique no link para examinar o estudo sobre o Nome Divino com mais detalhes: O Nome Divino, YHWH, é pronunciado como está escrito).

    Zacarias era contemporâneo de Esdras e Neemias. A leitura desses dois livros, que levam seus nomes, permite-nos compreender como foi organizado o retorno dos judeus do exílio, da Babilônia para Jerusalém, após 70 anos de cativeiro em terra estrangeira.

    Antes desse exílio na Babilônia, o povo de Israel (as dez tribos), assim como a tribo de Judá, associada à de Benjamim, caiu em grave desvio espiritual, adorando outros deuses e deusas e praticando ritos religiosos que ofendiam o Pai Celestial. Os livros históricos de Reis e Crônicas, bem como os livros de Isaías, Jeremias e Ezequiel, narram essa infidelidade das dez tribos de Israel e das duas tribos de Judá e Benjamim.

    Como resultado dessa situação, Deus permitiu que as dez tribos de Israel fossem enviadas permanentemente para o exílio na Assíria em 758 Antes Era Comum (2 Reis 15:29; 1 Crônicas 5:4-6, 26 (as tribos de Naftali, Rúben e Gade)), e depois os habitantes de Samaria em 740 A.E.C. (2 Reis 17:5, 6, 24).

    Com relação à tribo de Judá e aos habitantes de Jerusalém, houve um exílio inicial para a Babilônia de alguns dos habitantes de Jerusalém em 617 A.E.C., encerrando o reinado do rei de Judá, Joaquim (2 Reis 24). O profeta Daniel e seus três companheiros estavam entre os levados para a Babilônia pelo rei da Babilônia, Nabucodonosor (2 Reis 24:11-16). O profeta Ezequiel também fez parte desse primeiro exílio (Ezequiel 1:1-3).

    Depois, veio um segundo exílio para a Babilônia, desta vez dos habitantes da tribo de Judá e de Jerusalém, em 607 A.E.C. (2 Reis, capítulo 25) (os historiadores situam este evento em 587 A.E.C.). Este exílio incluiu a destruição dos muros de Jerusalém e do Templo construído por Salomão. Durou 70 anos. Foi o édito de Ciro, o rei persa, que autorizou os habitantes de Jerusalém e da tribo de Judá a retornarem deste exílio, em 537 A.E.C. (Esdras, capítulo 1) (o édito de Ciro foi emitido em 537 A.E.C. (data reconhecida por todos os historiadores), retrocedendo 70 anos (o período de duração do exílio, segundo a Bíblia), chegamos à data de 607 A.E.C. É esta última data, a opção bíblica, que foi mantida).

    Foi no contexto do retorno desse exílio de 70 anos que a profecia de Zacarias foi escrita. Há palavras de encorajamento, particularmente para Zorobabel, um descendente do Rei Davi, o governador da época, e Josué, o sumo sacerdote (Zacarias, capítulos 3 (Josué) e 4 (Zorobabel)).

    Este contexto histórico, resumido de forma muito sucinta, serve como uma ilustração, ou alegoria profética, no livro de Zacarias para os nossos tempos. De fato, a humanidade como um todo está espiritualmente muito distante do Pai Celestial e de Seu Filho Jesus Cristo. Nessa situação, a humanidade é representada pelo simbolismo de Judá, Israel e Jerusalém, e daqueles que lutam contra Jerusalém (Zacarias 1:18 e capítulo 14). Ainda dentro do contexto desta profecia, Judá, Israel e Jerusalém parecem aludir, alegoricamente, ao segmento da humanidade que se esforça para fazer a vontade de Deus (Zacarias 1:12; 2:12). Essa parte da humanidade será objeto do favor de Deus e de Seu Filho; no entanto, precisará ser refinada para alcançar a vida eterna (Zacarias 13:9).

    A parte da humanidade que renunciará definitivamente a fazer a vontade de Deus é representada por aqueles que lutam contra Jerusalém. É importante entender que isso é uma alegoria, um símbolo. Nessa ilustração, aqueles que se encontram nessa situação desaparecerão (Zacarias 2:9). Parece até que aqueles que jamais farão a vontade de Deus são chamados de cananeus. O último versículo deste livro menciona o desaparecimento deles: « Naquele dia não haverá mais nenhum cananeu na casa de Jeová dos exércitos » (Zacarias 14:21).

    De acordo com o contexto desta profecia, trata-se duma designação comportamental (e não étnica); os « cananeus » são os assassinos, ladrões, mentirosos e covardes, conforme descritos no livro do Apocalipse: « Mas os covardes, os que não têm fé, os que são repugnantes na sua sujeira, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os que praticam ocultismo, os idólatras e todos os mentirosos terão a sua parte no lago que queima com fogo e enxofre. Esse representa a segunda morte » (Apocalipse 21:8).

    Contudo, no livro de Zacarias, está escrito que uma parte da humanidade que, por engano, lutou contra Jerusalém receberá a misericórdia de Deus e poderá obter a vida eterna: « Todos os que restarem de todas as nações que vierem contra Jerusalém subirão de ano em ano para se curvar diante do Rei, Jeová dos exércitos, e para celebrar a Festividade das Barracas » (Zacarias 14:16).

    Este entendimento é também confirmado pela profecia de Ezequiel. No capítulo 44, está escrito que os levitas não-sacerdotais, que parecem aludir a uma parte da grande multidão que sobreviverá à grande tribulação, não terão os mesmos privilégios de serviço que os sacerdotes (Apocalipse 7:9-17): “Mas os levitas que se afastaram de mim quando Israel se desviou de mim para seguir seus ídolos repugnantes sofrerão as consequências do seu erro. 11 E eles se tornarão servos no meu santuário para supervisionar os portões do templo e para servir no templo. Abaterão a oferta queimada e o sacrifício para o povo, e ficarão diante do povo para servi-lo” (Ezequiel 44:10-11). Esses levitas não-sacerdotais parecem fazer parte da humanidade que sobreviverá e que, involuntariamente, estava muito distante de Deus por praticar a idolatria.

    Enquanto os sacerdotes do paraíso terrestre, os filhos de Zadoque, parecem aludir ao segmento da humanidade hoje que se esforça para servir a Deus e a seu Filho Jesus Cristo: “Quanto aos sacerdotes levíticos, os filhos de Zadoque, que cuidaram das responsabilidades para com o meu santuário quando os israelitas se desviaram de mim, eles se aproximarão de mim para me servir, e ficarão diante de mim para me oferecer a gordura e o sangue’, diz o Soberano Senhor Jeová. 16 ‘São eles que entrarão no meu santuário; eles se aproximarão da minha mesa para me servir e cuidarão de suas responsabilidades para comigo” (Ezequiel 44:15, 16).

    Esta introdução ao estudo dos enigmas da profecia de Zacarias mostra que é importante conhecer a história bíblica para compreender as alusões a esses eventos passados ​​e, assim, entender o significado desse simbolismo para o nosso tempo e para o futuro.

    ***

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    A Profecia de Ezequiel, de Gogue de Magogue (Ezequiel 38 e 39)

    Gog de Magog é uma coalizão de nações que atualmente estão perseguindo o povo de Deus…

    Sinopse do Etudo da Profecia de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    Na pergunta em Mateus 24:3, há três palavras importantes que nos permitem entender seu significado e a resposta de Cristo…

    A palavra grega traduzida como « presença », mencionada em Mateus (24:3), é “πάρειμι)” “parousia” (Concordância de Strong (G3952))…

    O relato bíblico mostra que a investidura dum rei à frente dum reino ocorre em duas etapas…

    O versículo 29 descreve os sinais antes da « vinda », não a « presença », do Filho do Homem…

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  • A profecia de Daniel sobre a coisa repugnante que causa desolação (Daniel 9:27)

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    Arméeromaine3

    “E aquele que causa desolação virá na asa de coisas repugnantes; e o que foi determinado será derramado também sobre aquele que é desolado, até a exterminação”

    (Daniel 9:27b)

    O fim da profecia das setenta semanas de anos anunciava a futura destruição de Jerusalém, particularmente de acordo com a profecia de Jesus Cristo em Mateus 24, Lucas 21 e Marcos 13 (Daniel 9:24-27).

    Portanto, quando vocês virem a coisa repugnante que causa desolação, da qual falou Daniel, o profeta, estar num lugar santo (que o leitor use de discernimento), 16 então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 17 O homem que estiver no terraço não desça para tirar da sua casa os bens, 18 e o homem que estiver no campo não volte para apanhar sua capa. 19 Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20 Persistam em orar para que a sua fuga não ocorra no inverno nem no sábado; 21 pois então haverá grande tribulação, como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem ocorrerá de novo. 22 De fato, se não se abreviassem aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados” (Mateus 24:15-22).

    Esta parte da descrição de Cristo não é fácil de entender, como demonstra a frase entre parênteses: que o leitor use de discernimento. Para compreender essas explicações, além da ajuda de Deus por meio da oração, é preciso ter lido e compreendido a profecia de Daniel, especificamente a parte do capítulo nove que fala da « a coisa repugnante que causa desolação » e da « grande tribulação », mencionadas no capítulo doze da profecia de Daniel. Espera-se que tenha dois cumprimentos: um no tempo dos contemporâneos de Cristo e o outro no nossos dias, quando estivermos experimentando os sinais que anunciam o fim deste sistema de coisas.

    Este primeiro cumprimento baseia-se na profecia das 70 semanas de anos em Daniel capítulo 9:24-27, que predisse tanto a vinda de Cristo à Terra quanto o fim da relação especial de Deus com o Israel terrestre (versículo 27a). A última semana de anos (7 anos) começaria com a unção de Cristo no outono de 29 EC (Era Comum). e sua morte (será eliminado) no meio da semana (três anos e meio depois), na primavera de 33 EC (Daniel 9:26a e 27a): « Depois das 62 semanas o Messias será eliminado, sem nada para si. (…) Ele manterá em vigor o pacto para muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta » (Daniel 9:26a e 27a). Cristo foi « eliminado » ou executado, na primavera de 33 EC.

    A segunda parte desta última semana de anos, este período de 70 semanas de anos, terminou em 36 EC, com o batismo do oficial romano Cornélio, no momento em que Deus voltou sua atenção para todas as nações. A partir de então, o relacionamento especial de Deus com a nação terrestre de Israel havia terminado definitivamente (Atos 10).

    A profecia das 70 semanas de anos predisse a primeira presença de Cristo na terra e o fim iminente do relacionamento especial com a antiga nação de Israel, culminando em sua destruição final, em sua estrutura administrativa, em 70 EC, com a destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos. Esta descrição de Jesus Cristo em Mateus (24:15-20), é seu primeiro cumprimento.

    “Portanto, quando vocês virem a coisa repugnante que causa desolação, da qual falou Daniel, o profeta, estar num lugar santo (que o leitor use de discernimento)” (Mateus 24:15): Esta profecia mencionada por Cristo encontra-se no livro de Daniel (9:27b): “E aquele que causa desolação virá na asa de coisas repugnantes; e o que foi determinado será derramado também sobre aquele que é desolado, até a exterminação” (Daniel 9:27b).

    A coisa repugnante que causa desolação, representa os exércitos romanos, que executaram Cristo (Mateus 27) e, posteriormente, destruíram Jerusalém. Assim, a coisa repugnante que causa desolação representa forças militares capazes de causar grande devastação. Representa uma potência mundial (na época, Roma), principalmente em seu poder militar (e não apenas em seu poder político).

    Essa profecia de Mateus (24:15-20), teve um primeiro cumprimento (não mencionado na Bíblia) no ano 66 EC. O general romano Céstio Galo, durante o primeiro sítio contra Jerusalém, entrou parcialmente em Jerusalém, destruindo parte da parede externa do grande templo. No entanto, por razões inexplicáveis, Céstio Galo saiu sem completar o sítio contra Jerusalém. Essa situação inédita permitiu que os cristãos de Jerusalém (os santos), fugissem dela antes de sua destruição no ano 70, pelo general romano Tito.

    Em Mateus 24:21, Jesus Cristo menciona uma grande tribulação: “Pois então haverá grande tribulação, como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem ocorrerá de novo” (Mateus 24:21). Essa profecia não se cumpriu completamente em 70 EC. com a destruição de Jerusalém, mas se cumprirá em nossos dias.

    De fato, com essa declaração, Jesus Cristo menciona uma destruição (uma tribulação), que está escrita em Daniel 9:27b, mas seu pleno cumprimento ocorrerá em nossos dias (como a grande tribulação). Isso é mencionado em Daniel 12:1: « Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor do povo a que você pertence. E haverá um tempo de aflição como nunca houve, desde que começou a existir nação até aquele tempo » (Daniel 12:1).

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    O segundo cumprimento de Daniel 9:27b e Mateus 24:15

    O segundo cumprimento de Daniel 9:27b e Mateus 24:15 (referente à coisa repugnante que causa desolação), ocorre em nossos dias, pouco antes da futura grande tribulação, mencionada em Daniel (12:1) e Mateus (24:21).

    Um lembrete importante: a coisa repugnante que causa desolação, representa os exércitos romanos, que executaram Cristo (Mateus 27) e, posteriormente, destruíram Jerusalém. Assim, a coisa repugnante que causa desolação representa forças militares capazes de causar grande devastação. Representa uma potência mundial (na época, Roma), principalmente em seu poder militar (e não apenas em seu poder político).

    Hoje, a coisa repugnante que causa desolação, representa uma extensão do poder romano na nossa época (Antiguidade Romana Tardia). Essa extensão da Antiguidade Romana Tardia, representa os Estados Unidos da América (através de suas nações fundadoras de origem latina, principalmente Espanha, Portugal, França e Inglaterra (também ocupadas por exércitos romanos)), representando a potência mundial atual com seu exército possuindo um poder destrutivo formidável.

    Na profecia de Daniel, do Rei do Norte e do Rei do Sul, está escrito que o Rei do Sul, a atual potência mundial americana e seu aliado Israel (no Oriente Médio), armaria suas « tendas reais  » em Jerusalém, um lugar santo, pouco antes da grande tribulação: « Armará suas tendas reais entre o grande mar e o monte santo da Terra Gloriosa » (Daniel 11:45) (As informações a seguir são apresentadas no tempo condicional, por precaução e como possibilidades ou probabilidades, sujeitas a quaisquer ajustes necessários).

    Parece que esse aspecto da profecia se cumpriu em 2018, durante o primeiro mandato do último rei. « O grande mar » é o Mar Mediterrâneo. « O monte santo da Terra Gloriosa » é onde Jerusalém está localizada ((cidade velha), especialmente na parte oriental, onde fica o Monte Sião). A Terra Gloriosa é Israel, a atual Palestina. O cumprimento desta profecia bíblica teria ocorrido em 14 de maio de 2018, durante a inauguração das “tendas reais” do Rei do Sul, a embaixada americana em Israel, localizada exatamente aos pés do “monte santo”, e entre o « grande mar » (o Mar Mediterrâneo) (sul/sudoeste do Monte Sião (cidade velha (Jerusalém Oriental)), entre o bairro de Karyat Moriah (ver Gênesis 22:2 (Moriah), 14 (Jeová Yireh) ), a leste e o distrito de Arnona a oeste (direção « grande mar »). Ela está localizada em Jerusalém Ocidental (que não existia na época em que a profecia de Daniel foi escrita). Portanto, estando um pouco fora da Cidade Velha, as « tendas reais » estão localizadas entre a « Cidade Velha » de Jerusalém (Jerusalém Oriental) e o « Grande Mar », o Mar Mediterrâneo.

    O cumprimento desta profecia deve ser colocado em perspectiva com o segundo cumprimento da profecia de Jesus Cristo, referente à proximidade da destruição de Jerusalém, durante a futura grande tribulação: « Portanto, quando vocês virem a coisa repugnante que causa desolação, da qual falou Daniel, o profeta, estar num lugar santo (que o leitor use de discernimento), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes » (Mateus 24: 15,16). 

    Isso indica que estamos muito próximos da grande tribulação, de acordo com o fim da profecia de Daniel, os dois reis (Daniel 11), e também com a convergência do fim da profecia de Jesus Cristo:

    “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor do povo a que você pertence. E haverá um tempo de aflição como nunca houve, desde que começou a existir nação até aquele tempo” (Daniel 12:1).

    “pois então haverá grande tribulação, como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados” (Mateus 24:21-22).

    O próprio fato de Jesus Cristo mencionar a grande tribulação a partir da localização geográfica da atual Jerusalém, demonstra que o dia e a hora do início desse dramático evento mundial, serão determinados pelo seu fuso horário (UTC+2) (Mateus 24:2, 21; Zacarias 14:3-5). Espera-se que Jerusalém seja o epicentro desse futuro evento que mudará o mundo.

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    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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  • A Profecia de Daniel sobre a Vinda do Messias, o Líder (Daniel 9:24-27)

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    70c

    « Você deve saber e entender o seguinte: depois de se emitir a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém, até a vinda do Messias, o Líder, haverá 7 semanas e também 62 semanas »

    (Daniel 9:25)

    A primeira presença visível de Cristo

    A primeira presença de Cristo foi antes da destruição de Jerusalém no ano 70 EC. Esta presença terrestre foi visível e começou no momento do batismo de Cristo e terminou na sua ascensão ao céu (Atos 1:9). Esta primeira presença foi mencionada na profecia das 70 semanas de anos e anunciou que a sua conclusão resultaria na destruição de Jerusalém: “E o povo de um líder que virá destruirá a cidade e o lugar santo. E o seu fim será pela inundação. Até o fim haverá guerra; o que foi determinado são desolações” (Daniel 9:24-26).

    Esta declaração profética anuncia o tempo da vinda de Cristo à terra. Em primeiro lugar, estamos falando de semanas de anos, não de dias, o que significa que cada semana representa, não sete dias, mas sete anos. Portanto, setenta semanas de anos (70×7) são 490 anos. Quando este período começa?

    Depois de se emitir a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém: a cidade de Jerusalém ficou desolada e abandonada, após o exílio de seus habitantes na Babilônia, por 70 anos (Jeremias 25:11,12). Após este período, o templo e as muralhas de Jerusalém foram gradualmente reconstruídos. Assim, o início deste período começa com o ano em que foi dada uma ordem para reconstruir Jerusalém. De acordo com Neemias, um dos escritores da Bíblia, a palavra para reconstruir os muros ao redor de Jerusalém saiu “no vigésimo ano do rei Artaxerxes” (Neemias 2:1,5-8.). Como os historiadores confirmam, 474 AEC foi o primeiro ano do reinado de Artaxerxes. O vigésimo ano de seu reinado foi, portanto, em 455 AEC.

    Até a vinda do Messias, o Líder, haverá 7 semanas e também 62 semanas: do ano 455 antes da nossa era, até o batismo de Cristo, é preciso contar, sete semanas de anos (7×7 = 49 anos), mais sessenta e duas semanas de anos (62×7 = 434 anos), ou 483 anos (49 + 434). Acrescentando, estes 483 anos ao ano da partida, 455 AEC, chegamos, no outono do ano 29 de nossa era, quando Cristo foi batizado no Jordão, por João o Batista (Mateus 3:13-17). Portanto, no final das 69 semanas de anos (483 anos) e no início da septuagésima semana de anos, Jesus Cristo foi batizado.

    Depois das 62 semanas o Messias será eliminado, sem nada para si: Está escrito que depois dessas sete e sessenta e duas semanas de anos, Cristo seria cortado. Em que momento preciso, foi « eliminado », nesta septuagésima semana? No meio da semana, ou seja, três anos e meio, após seu batismo: « Ele manterá em vigor o pacto para muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta » (Daniel 9:27a). Por sua morte sacrificial, « na metade da semana », três anos e meio após o seu batismo, ele fez « cessar o sacrifício e a oferta », isto é, no 14 de nisã 33 de nossa era: “Porque Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa alcançar a justiça” (Romanos 10:4).

    Durante os três anos e meio, correspondentes à segunda parte da septuagésima semana de anos, o ressuscitado Jesus Cristo, pouco antes de sua ascensão, pediu que as boas novas fossem pregadas, primeiro em Jerusalém, na Judeia, em Samaria e depois para todas as nações: « Mas, quando o espírito santo vier sobre vocês, receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até a parte mais distante da terra » (Atos 1:8). No final da septuagésima semana, Deus voltou oficialmente sua atenção para todas as nações, no momento do batismo de Cornélio, mencionado em Atos 10: “Em vista disso, Pedro começou a falar; ele disse: “Agora eu entendo claramente que Deus não é parcial, mas, em toda nação, ele aceita aquele que o teme e faz o que é direito” (Atos 10:34,35).

    A segunda parte desta última semana de anos, este período de 70 semanas de anos, terminou em 36 EC, com o batismo do oficial romano Cornélio, no momento em que Deus voltou sua atenção para todas as nações. A partir de então, o relacionamento especial de Deus com a nação terrestre de Israel havia terminado definitivamente (Atos 10).

    A profecia das 70 semanas de anos predisse a primeira presença de Cristo na terra e o fim iminente do relacionamento especial com a antiga nação de Israel, culminando em sua destruição final, em sua estrutura administrativa, em 70 EC, com a destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos. Esta descrição de Jesus Cristo em Mateus (24:15-20), é seu primeiro cumprimento.

    Há uma profecia de Jesus Cristo dos sinais da sua segunda presença, anunciando o fim próximo deste sistema de coisas (Mateus 24:3). Esta profecia é o tema dum estudo em outra página (clique no link para acessar o artigo de estudo: A presença do Cristo (Mateus 24:23-28)).

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    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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  • A profecia da vinda de Alexandre, o Grande, até a vinda do último rei, da última potência mundial (Daniel 8)

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    Bélierbouc3

    A profecia de Daniel sobre a vinda desses dois reis é interpretada pelo anjo Gabriel (Daniel 8:16). Vejamos o contexto dessa profecia, que é extremamente detalhada em sua descrição:

    « No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão, depois daquela que havia tido anteriormente. Eu tive a visão e, enquanto observava, eu estava na fortaleza de Susã, que fica na província de Elão; tive a visão, e estava junto ao curso de água do Ulai. Quando levantei os olhos, vi um carneiro de pé diante do curso de água, e ele tinha dois chifres. Os dois chifres eram compridos, porém um era mais comprido do que o outro, e o mais comprido surgiu depois. Vi o carneiro dar chifradas para o oeste, para o norte e para o sul, e nenhum animal selvagem conseguia ficar de pé diante dele, e ninguém podia livrar o que estivesse em seu poder. Ele fazia tudo que queria e se engrandecia. Enquanto eu olhava, apareceu um bode que vinha do oeste, atravessando toda a face da terra sem tocar no chão. E o bode tinha entre os olhos um chifre notável. Ele vinha em direção ao carneiro de dois chifres, que eu tinha visto de pé diante do curso de água; estava correndo em direção a ele com toda a sua fúria. Eu o vi se aproximar do carneiro, e estava cheio de fúria contra ele. Ele atacou o carneiro e quebrou-lhe os dois chifres, e o carneiro não teve forças para resistir a ele. Ele derrubou o carneiro no chão e o pisoteou, e não houve quem o livrasse do seu poder. Depois o bode se engrandeceu extraordinariamente, mas, assim que se tornou poderoso, o grande chifre foi quebrado; então quatro chifres notáveis surgiram em seu lugar, em direção aos quatro ventos dos céus » (Daniel 8:3-8).

    Desta vez, há apenas duas feras que representam às duas potências mundiais, o carneiro de dois chifres, a potência Medo-Persa e o bode muito rápido, com um chifre muito aparente, o Império Grego: « O carneiro de dois chifres que você viu representa os reis da Média e da Pérsia. O bode peludo representa o rei da Grécia, e o chifre grande que havia entre os seus olhos representa o primeiro rei. Quanto ao chifre que foi quebrado, de modo que quatro se levantaram em seu lugar, haverá quatro reinos procedentes da nação dele que se levantarão, mas não com o seu poder » (Daniel 8:20-22).

    Duzentos anos antes, esta profecia predisse o advento de Alexandre, o Grande (o grande chifre) e suas conquistas extremamente rápidas (o bode que não « toca no chão »). A redacção do livro de Daniel foi concluída por volta de 536 AEC, na Babilônia. Alexandre, o Grande, nasceu em 356 aC. Em 336, começou seu reinado. Ele morreu muito jovem, em 323 antes de nossa era: « o grande chifre foi quebrado ». A profecia sugere que nenhum de seus filhos herdaria seu reino. Alexandre o Grande teve dois filhos: Alexandre IV Aigos e Héraclès, um filho ilegítimo. Os dois filhos foram assassinados e, não sucederam o pai. Segundo a profecia, após a morte de Alexandre, o Grande, todos os territórios conquistados foram divididos em quatro, entre quatro de seus generais: Seleuco Nicator tomando a Mesopotâmia e a Síria; Cassandra, Macedônia e Grécia; Ptolomeu Lagus, Egito e Palestina; e Lisímaco, Trácia e Ásia Menor.

    Então, a visão profética anuncia um acontecimento que se cumpre mais de 2.500 anos depois, em nosso tempo, pouco antes da grande tribulação: o advento do último rei, da última potência mundial: « De um deles saiu outro chifre, um pequeno, e ele cresceu até ficar muito grande, em direção ao sul, em direção ao leste e em direção à Terra Gloriosa. Cresceu tanto que alcançou o exército dos céus, e ele fez cair para a terra alguns do exército e algumas das estrelas, e os pisoteou. Ele se engrandeceu até mesmo contra o Príncipe do exército, e o sacrifício constante foi tirado Dele, e o lugar estabelecido do Seu santuário foi derrubado.  E um exército foi entregue, junto com o sacrifício constante, por causa da transgressão; e o chifre continuou a lançar a verdade por terra, e agiu e foi bem-sucedido » (Daniel 8:9-12). O anjo dá a explicação desta visão:

    “E na parte final desses reinos, quando os transgressores completarem suas ações, um rei de aparência feroz, que entende declarações ambíguas, se levantará. Ele se tornará muito poderoso, mas não pelo seu próprio poder. Causará destruição de modo extraordinário, e será bem-sucedido e tomará ação. Ele arruinará poderosos, também o povo composto dos santos. E, com sua astúcia, usará de falsidade para ser bem-sucedido; no coração ele se enaltecerá e, durante um período de segurança, arruinará a muitos. Ele até mesmo se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas será destroçado sem a intervenção de mãos humanas” (Daniel 8:23-25).

    Após a proeza de anunciar o advento de Alexandre o Grande, com 200 anos de antecedência, é um feito profético de anunciar 2.500 anos de antecedência, pela descrição geral de seu rosto fazendo caretas, e sua atitude astuta e arrogante, o advento do último rei da atual potência mundial. Este aspecto da profecia é explicado com mais detalhes sob o tema « O ÚLTIMO REI« .

    Com relação ao período das 2300 noites e manhãs, esta profecia é objeto de um estudo detalhado em outra página (clique no link para acessá-la):

    « E eu ouvi um santo falando, e outro santo perguntou ao que estava falando: “Quanto tempo durará a visão sobre o sacrifício constante e sobre a transgressão que causa desolação, para fazer do lugar santo e do exército coisas a serem pisoteadas?” 14 E ele me disse: “Até terem passado 2.300 noites e manhãs. E o lugar santo certamente será restabelecido na sua condição correta” » (Daniel 8:13,14).

    ***

    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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    Ao ler a Bíblia diariamente, este índice contém artigos bíblicos informativos (clique no link acima para visualizá-lo)…

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  • Os três chifres arrancados e substituídos por um chifre arrogante (Daniel 7:8)

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    Petitecorne3

    « Enquanto eu olhava os chifres com atenção, surgiu entre eles outro chifre, um pequeno, e três dos primeiros chifres foram arrancados de diante dele. E vi que nesse chifre havia olhos que pareciam olhos humanos e uma boca que falava de modo arrogante »

    (Daniel 7:8)

    Na primeira parte da explicação do anjo, estão resumidas todas as informações da visão da estátua com quatro metais, mostrando que seriam quatro reis que surgiriam representando os quatro impérios (Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano). Esta soberania daria lugar ao reino de Deus: « Esses animais enormes, quatro ao todo, são quatro reis que se erguerão da terra. Mas os santos do Supremo receberão o reino, e eles possuirão o reino para sempre, sim, para todo o sempre” (Daniel 7:17,18, compare com 2:36-44). O que intrigou o profeta Daniel, porém, foi a visão da quarta besta, que representa o Império Romano. Portanto, ele pediu ao anjo, mais informações:

    “Ele disse o seguinte: ‘Quanto ao quarto animal, representa um quarto reino que haverá na terra. Ele será diferente de todos os outros reinos; devorará toda a terra e a pisoteará e triturará. Quanto aos dez chifres, dez reis surgirão daquele reino; e depois deles surgirá ainda outro, que será diferente dos primeiros e humilhará três reis » (Daniel 7:23,24).

    Em relação a esta quarta fera, o Império Romano, carregando dez chifres (toda a soberania mundial (dez chifres)), expressa a mesma ideia que a visão da estátua com quatro metais, por sua parte das pernas, dos pés e dedos dos pés: o poder romano continuaria até hoje. O fato de essa fera ter os dez chifres mostra que a romanidade (a fera romana), do lado ocidental, permearia todos os governos mundiais atuais, até os últimos dias (representado pelos dez chifres, todos os reis da terra).

    O que representam os três chifres arrancados e substituídos por um chifre com uma atitude arrogante? Para descobrir, basta ler as explicações do anjo, deste chifre orgulhoso que existe atualmente, para saber a que correspondem os demais três chifres arrancados: « Ele dirá palavras contra o Altíssimo e hostilizará continuamente os santos do Supremo. Tentará mudar tempos e lei, e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, tempos e metade de um tempo. Mas o Tribunal entrou em sessão, e tiraram-lhe seu domínio, a fim de aniquilá-lo e destruí-lo completamente » (Daniel 7:25,26).

    O versículo 26 mostra que este rei arrogante, estaria presente no momento da destruição geral da soberania humana internacional, na grande tribulação. Que potência mundial é? Sem dúvida, os Estados Unidos da América. Este poder mundial atual também é descrito no livro do Apocalipse, como uma fera com dois chifres de cordeiro, tendo o poder mundial de outra fera com sete cabeças e dez chifres: « Então vi outra fera subir da terra, e ela tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas começou a falar como um dragão. Ela exerce toda a autoridade da primeira fera à vista desta. Faz a terra e os seus habitantes adorar a primeira fera, cuja ferida mortal foi curada. E realiza grandes sinais, até mesmo faz descer fogo do céu para a terra à vista da humanidade » (Apocalipse 13:11-13). Assim como Daniel 7:8, informa que este « chifre falava de modo arrogante », a passagem de Apocalipse 13 o descreve com a atitude de um profeta que organiza uma adoração que rivaliza com a que se deve a de Deus. No Apocalipse 16:13, se chega até a chamá-lo de « falso profeta ».

    Portanto, é fácil entender a quais potências marítimas correspondem os três chifres arrancados e humilhados. Para obter a sua independência, os Estados Unidos da América gradualmente expulsaram as três potências coloniais, que de facto representam o berço desta nação com origens « greco-romanas »: Espanha (associada à Holanda e Portugal (que vai colonizar parte importante da América do Sul (Brasil) com Espanha)), França e Inglaterra. Foi no final da Guerra dos Sete Anos (1756-1763) que a França abandonou todas as suas possessões. Com a Guerra Hispano-Americana (15 de abril a 12 de agosto de 1898), a Espanha perderá suas últimas possessões. Com a Guerra da Independência (1775-1783), a Grã-Bretanha perderá também todas as suas possessões territoriais. Segundo a profecia de Daniel, os Estados Unidos da América são uma expressão da « romanidade », assim como as outras três nações que os fundaram.

    Embora essa grande potência mundial seja conhecida por sua liberdade de expressão, está escrito que ela perseguirá os santos, os servos de Deus. Ao fazer isso, o Tribunal Divino removerá seu domínio, bem como o das outras nações (os chifres), e o entregará ao Reino de Deus, composto pelo Rei Jesus Cristo, o Filho do Homem, e os 144.000 que o acompanharão (Apocalipse 14:1-5). Essa visão das quatro bestas realmente exauriu  emocionalmente o profeta Daniel:

    « Ele dirá palavras contra o Altíssimo e hostilizará continuamente os santos do Supremo. Tentará mudar tempos e lei, e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, tempos e metade de um tempo. 26 Mas o Tribunal entrou em sessão, e tiraram-lhe seu domínio, a fim de aniquilá-lo e destruí-lo completamente.

    27 “‘E o reino, o domínio e a grandeza dos reinos debaixo de todos os céus foram entregues ao povo que são os santos do Supremo. O reino deles é um reino eterno, e todos os domínios servirão e obedecerão a eles.’

    28 “Aqui termina o assunto. Quanto a mim, Daniel, meus pensamentos me deixaram tão perplexo que eu fiquei pálido. Mas guardei essas coisas no coração » (Daniel 7:25-28).

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  • As visões dos quatro animais enormes saindo do mar e a interpretação (Daniel 7)

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    As visões das quatro feras enormes emergindo do mar, conforme descritas pelo profeta Daniel, têm uma interpretação geral semelhante à do sonho da estátua feita de quatro metais e sua conclusão. Para uma melhor compreensão deste estudo sobre as quatro feras, recomenda-se consultar previamente a página de estudo sobre a estátua (clicando no link).

    O significado geral da visão dos quatro animais é idêntico ao da estátua (no capítulo 2), ou seja, os quatro metais, representando quatro potências mundiais, correspondem às quatro feras (no capítulo 7). O primeiro animal representa a Babilônia (o ouro da estátua). A segundo animal representa o poder medo-persa (a prata da estátua). A terceiro animal representa o império grego (o cobre da estátua). O quarto animal representa o império romano (o ferro que se estende até os pés e dedos). Segue a descrição detalhada dos quatro animais enormes:

    “No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, Daniel teve um sonho, e visões passaram pela sua mente enquanto estava deitado na sua cama. Então ele escreveu o sonho; fez um registro completo do assunto. 2 Daniel declarou:

    “Em minhas visões durante a noite, vi que os quatro ventos dos céus agitavam o vasto mar. 3 E quatro animais enormes saíam do mar; eles eram diferentes uns dos outros.

    4 “O primeiro se parecia com um leão e tinha asas de águia. Eu o observei até que suas asas foram arrancadas, e ele foi levantado da terra e posto sobre dois pés como um homem, e recebeu um coração de homem.

    5 “E apareceu outro animal, um segundo, parecido com um urso. Ele estava erguido de um lado e tinha na boca, entre os dentes, três costelas; e foi-lhe dito: ‘Levante-se, coma muita carne.’

    6 “Depois disso continuei olhando, e apareceu outro animal, parecido com um leopardo, mas ele tinha nas costas quatro asas, como as de uma ave. O animal tinha quatro cabeças; e ele recebeu autoridade para governar.

    7 “Depois disso, nas visões da noite, continuei olhando, e vi um quarto animal, assustador, medonho e extremamente forte, e ele tinha grandes dentes de ferro. Devorava, triturava e, o que sobrava, ele pisoteava. Era diferente de todos os outros animais antes dele, e tinha dez chifres. 8 Enquanto eu olhava os chifres com atenção, surgiu entre eles outro chifre, um pequeno, e três dos primeiros chifres foram arrancados de diante dele. E vi que nesse chifre havia olhos que pareciam olhos humanos e uma boca que falava de modo arrogante” (Daniel 7:1-8).

    A terceira fera, semelhante a um leopardo com quatro asas, simboliza apropriadamente o império grego na época das conquistas territoriais extremamente rápidas de Alexandre, o Grande. Um leopardo simboliza velocidade, acentuada nesta visão pela presença de quatro asas. Este leopardo tem quatro cabeças, significando que essas conquistas territoriais foram divididas entre os quatro generais de Alexandre, o Grande, após sua morte prematura. Além disso, há outra descrição profética que ilustra essa situação histórica na profecia de Daniel, capítulo 8:

    “Eu o vi se aproximar do carneiro, e estava cheio de fúria contra ele. Ele atacou o carneiro e quebrou-lhe os dois chifres, e o carneiro não teve forças para resistir a ele. Ele derrubou o carneiro no chão e o pisoteou, e não houve quem o livrasse do seu poder.

    8 Depois o bode se engrandeceu extraordinariamente, mas, assim que se tornou poderoso, o grande chifre foi quebrado; então quatro chifres notáveis surgiram em seu lugar, em direção aos quatro ventos dos céus” (Daniel 8:7,8).

    Eis a interpretação do anjo sobre essa visão:

    “O carneiro de dois chifres que você viu representa os reis da Média e da Pérsia. 21 O bode peludo representa o rei da Grécia, e o chifre grande que havia entre os seus olhos representa o primeiro rei. 22 Quanto ao chifre que foi quebrado, de modo que quatro se levantaram em seu lugar, haverá quatro reinos procedentes da nação dele que se levantarão, mas não com o seu poder” (Daniel 8:20-22).

    Este texto descreve profeticamente a superioridade militar do império grego (o bode com um grande chifre) sobre o império medo-persa (o carneiro com dois chifres, quebrado e depois pisoteado). O chifre do bode quebra-se para descrever a morte prematura do rei conquistador (Alexandre, o Grande), sendo substituído por outros quatro chifres, representando os quatro generais que herdariam as conquistas territoriais. Os quatro chifres do bode representam as quatro cabeças do leopardo com quatro asas (o terceiro animal mencionado no capítulo 7).

    Com relação à quarta fera (do capítulo 7), ela representa o Império Romano, estendendo-se até os dias atuais, com dez chifres ou reis que personificam essa uma romanização tardia. A continuidade dessa identidade romana até os dias atuais é descrita no capítulo 2, que menciona a estátua com suas pernas, pés e dedos de ferro, feita de ferro misturado com argila. Um estudo bíblico específico é dedicado ao significado concreto dessa romanização tardia em nossos dias, no estudo da estátua (Daniel 2), na parte um, e no estudo das pernas, dos pés e dos dedos (Daniel 2), na parte dois (clique nos respectivos links para acessar esses estudos).  

    Depois das visões dos quatro animais concluem com o estabelecimento dum tribunal presidido pelo próprio Pai Celestial, que decidirá sobre a destruição dessas feras. Essa parte da visão profética é semelhante à visão da estátua (Daniel 2), que foi atingida por uma pedra que a destruiu completamente. Eis o relato da conclusão dessas visões (Daniel 7):

    “Continuei olhando até que foram colocados tronos, e o Antigo de Dias se sentou. Sua roupa era branca como a neve, e seus cabelos eram como a lã pura. Seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono eram fogo ardente. 10 Um rio de fogo corria, saindo de diante dele. Mil vezes mil o serviam, e dez mil vezes dez mil estavam de pé diante dele. O Tribunal entrou em sessão, e abriram-se livros.

    11 “Então continuei olhando, por causa do som das palavras arrogantes faladas pelo chifre; olhei, até que o animal foi morto e seu corpo foi destruído e entregue para ser queimado no fogo. 12 Quanto aos outros animais, tirou-se o domínio deles, e sua vida foi prolongada por um tempo e uma época.

    13 “Continuei olhando nas visões da noite e vi alguém parecido com um filho de homem vir com as nuvens dos céus; ele obteve acesso ao Antigo de Dias e foi conduzido à sua presença. 14 E foi-lhe dado domínio, honra e um reino, para que os povos, nações e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio eterno, que jamais terminará, e seu reino não será destruído” (Daniel 7:9-14).

    A última parte desta visão menciona que um filho do homem recebe um reino de seu Pai Celestial. O próprio Jesus Cristo referiu-se a si mesmo como esse filho do homem que foi ungido como rei, um descendente do Rei Davi, em seu batismo (Mateus 12:40; 13:37; 24:27-31,36-44; 25:31-46; 26:1,24,45,64).

    Um ponto importante de entendimento: a relato bíblico mostra que a investidura dum rei à frente dum reino ocorre em duas etapas. O primeiro passo, é a unção, ou a designação por Deus, do humano que será rei. A segunda etapa ocorre quando ele recebe um reino sobre o qual exercerá sua autoridade como rei.

    Jesus Cristo foi ungido como Rei por seu Pai Celestial, Jeová Deus, no seu batismo em 29 EC. Antes do nascimento do menino Jesus, o anjo Gabriel disse a Maria, sua futura mãe, que seu filho se tornaria Rei: “Ele será Rei sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu Reino” (Lucas 1: 33). Assim, Jesus Cristo tornou-se Rei designado por seu Pai, no início de sua primeira presença na terra, no ano 29 EC. 

    Quando ele ascendeu aos céus para se juntar ao seu Pai Celestial, segundo o Salmo 110. Ele sentou-se à direita do seu Pai esperando receber a herança do reino, ou governo tanto no céu como na terra: “Jeová declarou ao meu Senhor: “Sente-se à minha direita, Até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés »” (Salmos 110, compare Lucas 19:12). Em 1914, conforme a profecia de Daniel, capítulo 4, e o livro de Revelação, pareceria que o Rei Jesus Cristo foi investido desta realeza com um Reino.

    A ação deste reino de Deus será o cumprimento do pedido feito na Oração do Senhor: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. 10 Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra“ (Mateus 6:9,10).

    Venha o teu Reino: é um governo celestial cujo rei é Jesus Cristo, acompanhado por 144.000 reis e sacerdotes, a Nova Jerusalém, conforme o livro de Apocalipse (Apocalipse 21:1-4). 

    A presença desses reis (a Nova Jerusalém), juntamente com o Rei Jesus Cristo, é mencionada em Daniel capítulo 7:

    « E o reino, o domínio e a grandeza dos reinos debaixo de todos os céus foram entregues ao povo que são os santos do Supremo. O reino deles é um reino eterno, e todos os domínios servirão e obedecerão a eles » (Daniel 7:27).

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  • O sonho da imensa árvore cortada e o significado do ano de 1914 (Daniel 4)

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    Esta página dá continuidade ao estudo do sonho da grande árvore e sua interpretação, contido no relato de Daniel, capítulo 4. Para uma melhor compreensão do estudo que se segue, recomenda-se a leitura da análise anterior do primeiro cumprimento desta visão profética (clique no hiperlink).

    Como indica o profeta Daniel, esse sonho se cumpriu posteriormente na pessoa do rei da Babilônia. Devido ao seu orgulho, Deus lhe daria uma lição de humildade e modéstia, afligindo-o com uma doença mental (uma forma de licantropia que o faria acreditar ser um touro selvagem) que o impediria de exercer seu reinado por sete tempos, ou sete anos proféticos de 360 ​​dias. Esse período correspondeu ao abate da árvore com a preservação do seu toco no solo (Daniel 4:10-25). Após esse período, o rei retomou suas funções reais (Daniel 4:29-37).

    Este estudo examina um possível segundo cumprimento do sonho de Daniel no capítulo 4. Alguns não estão de acordo com um segundo cumprimento e questionam o cálculo cronológico apresentado posteriormente, citando certas fragilidades interpretativas. Essas fragilidades serão abordadas a seguir, cabendo a cada leitor aceitar ou rejeitar as explicações que se seguem. Embora a abordagem editorial tenha reconhecido a possibilidade dum segundo cumprimento, as explicações serão apresentadas condicionalmente, como uma possível interpretação, sem dogmatismo ou qualquer desejo de impor um único ponto de vista dominante.

    A ideia dum segundo cumprimento considera que a árvore do sonho do rei da Babilônia, representa o domínio do reino de Deus na terra, personificado pelo rei Davi e sua dinastia, reinando em Jerusalém. Esse cumprimento se referiria aos últimos dias em que estamos vivendo atualmente, conforme mencionado na profecia de Daniel (2:28; 8:19, 23; 10:14; 12:8).

    O capítulo 4 de Daniel tem um segundo cumprimento que nos permite saber quando Jesus Cristo, um descendente (quando era humano) do Rei Davi, foi entronizado como rei do reino de Deus (Mateus 1:1-16; Lucas 3:23-38): Ao aplicar a interrupção momentânea do reinado de Nabucodonosor, de « sete tempos », àquela também provisória, do reinado da dinastia davídica, sobre Jerusalém, ocorrido em 607 antes da nossa era, chegamos à data de 1914 EC.

    Em 607 AEC, quando Jerusalém foi conquistada pelos babilônios, “o trono davídico”, que representava a soberania de Jeová sobre à terra, foi encontrado desocupado e provisoriamente não estava mais representada (2 Reis 25:1-26). Uma profecia de Ezequiel mostra que a continuidade do governo da dinastia davídica, iria retomar mais tarde: “Assim diz o Soberano Senhor Jeová: ‘Remova o turbante e retire a coroa. As coisas não serão mais como antes. Enalteça o rebaixado e rebaixe o enaltecido. Uma ruína! Uma ruína! Farei dela uma ruína! E ela não será de ninguém até que chegue aquele que tem o direito legal; eu a darei a ele’” (Ezequiel 21:26, 27) Aquele que tem “o direito legal”, à coroa de Davi, é Cristo Jesus (Lucas 1:32, 33).

    A realeza do filho do homem, Jesus Cristo, dada por seu Pai Celestial, é mencionada na profecia de Daniel capítulo 7: « Continuei olhando nas visões da noite e vi alguém parecido com um filho de homem vir com as nuvens dos céus; ele obteve acesso ao Antigo de Dias e foi conduzido à sua presença. 14 E foi-lhe dado domínio, honra e um reino, para que os povos, nações e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio eterno, que jamais terminará, e seu reino não será destruído » (Daniel 7:13,14).

    A profecia de Daniel, capítulo 4, indica a duração dessa interrupção temporária do governo da dinastia davídica: 7 tempos, ou seja, 7 anos proféticos de 360 ​​dias. O que representam 2.520 dias ou 7 anos proféticos. O contexto histórico e profético dos acontecimentos depois à derrocada provisória da dinastia davídica, em 607 AEC, permite compreender que estes 2520 dias, correspondem a 2520 anos; quando adicionamos 7 anos ao ano 607 AEC, nada historicamente importante aconteceu: o que nos permite discernir que se trata, de fato, a correspondência bíblica, de um « dia » por um « ano », isto é 2520 anos (Ezequiel 4:6).

    Esta conversão dum dia por um ano, existe no livro de Daniel capítulo 9, referente às setenta semanas de anos em Daniel 9:24-27. O interessante é que em nenhum momento a palavra “semana” é escrita acompanhada da palavra “ano”. E ainda assim, dependendo do contexto, nesta profecia, os sete dias da semana são automaticamente traduzidos em semanas de anos. Portanto, fazer corresponder os 2.520 dias em 2.520 anos, para chegar ao período dos últimos dias mencionado na profecia de Daniel, também respeita o seu contexto.

    Adicionando os 2.520 anos a 607 AEC, chagamos ao ano 1914 EC. Em 1 Reis 25:25,26, está escrito que Jerusalém estava completamente desabitada desde o sétimo mês do ano 607 AEC, ou seja, a partir do mês de Tisri (Etanim).

    ***

    O que representaria o ano de 1914?

    O que o ano de 1914 representaria, tanto bíblica quanto historicamente? 1914 é um marco histórico, um ponto de partida para eventos importantes, tanto no céu quanto na terra.

    Em ordem de importância, 1914 seria o ano em que Jesus Cristo, como Rei, recebeu um reino nos céus e reina atualmente em meio aos seus inimigos (Salmo 2).

    Um ponto importante de entendimento: a relato bíblico mostra que a investidura dum rei à frente dum reino ocorre em duas etapas. O primeiro passo, é a unção, ou a designação por Deus, do humano que será rei. A segunda etapa ocorre quando ele recebe um reino sobre o qual exercerá sua autoridade como rei.

    Jesus Cristo foi ungido como Rei por seu Pai Celestial, Jeová Deus, no seu batismo em 29 EC. Antes do nascimento do menino Jesus, o anjo Gabriel disse a Maria, sua futura mãe, que seu filho se tornaria Rei: “Ele será Rei sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu Reino” (Lucas 1: 33). Assim, Jesus Cristo tornou-se Rei designado por seu Pai, no início de sua primeira presença na terra, no ano 29 EC. 

    Quando ele ascendeu aos céus para se juntar ao seu Pai Celestial, segundo o Salmo 110. Ele sentou-se à direita do seu Pai esperando receber a herança do reino, ou governo tanto no céu como na terra: “Jeová declarou ao meu Senhor: “Sente-se à minha direita, Até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés »” (Salmos 110, compare Lucas 19:12). Em 1914, conforme a profecia de Daniel, capítulo 4, e o livro de Revelação, pareceria que o Rei Jesus Cristo foi investido desta realeza com um Reino.

    Foi durante esse mesmo período que Satanás e os demônios foram expulsos do céu, o que teve como consequências muitas desgraças para a Terra, conforme descrito no livro do Apocalipse:

    “Irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalharam contra o dragão, e o dragão e os seus anjos batalharam, 8 mas eles não venceram, nem se achou mais lugar para eles no céu. 9 Assim, foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está enganando toda a terra habitada. Ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele. 10 Ouvi uma voz alta no céu dizer:

    “Agora se realizou a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, que os acusa dia e noite perante o nosso Deus! 11 Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho deles, e não amaram a própria vida, nem mesmo ao encarar a morte. 12 Por essa razão, alegrem-se, ó céus, e vocês que residem neles! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu a vocês com grande ira, pois sabe que lhe resta pouco tempo”” (Apocalypse 12:7-12).

    As calamidades na Terra, provocadas por Satanás e demônios após a entronização de Jesus Cristo como Rei em 1914, em meio aos seus inimigos, também são descritas na cavalgada dos cavaleiros do Apocalipse, neste mesmo livro, capítulo 6. Além disso, essas calamidades da humanidade, que marcam o início dos últimos dias, são descritas nas profecias de Jesus Cristo sobre os últimos dias, em Mateus capítulo 24, Marcos 13 e Lucas 21.

    Os eventos históricos parecem confirmar que o ano de 1914 representa um ponto de virada na história da humanidade em escala global. A Primeira Guerra Mundial, uma verdadeira guerra industrial com novas técnicas de combate — metralhadoras, artilharia de longo alcance, o primeiro combate aéreo, as primeiras bombas lançadas do céu, gás venenoso — tudo apoiado pelas finanças globais e pelo complexo militar-industrial.

    Além das dezenas de milhões de mortes, uma pandemia global, a gripe espanhola, ceifou milhões de vidas. Desde então, a humanidade tem sido assolada por guerras, doenças e fomes globais. Desde então, a humanidade possui os meios para provocar a extinção da espécie humana na Terra por meio desses métodos de destruição em massa. Além disso, a respeito dos últimos dias, eis o que Jesus Cristo disse:  » De fato, se não se abreviassem aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados » (Mateus 24:22).

    ***

    As fraquezas desta interpretação que levam ao ano 1914

    Muitos cristãos têm sérias dúvidas acerca desta interpretação e o seu cálculo. Aqui estão quatro objeções principais: a primeira objeção simples é que no contexto imediato de Daniel capítulo 4, não há nenhuma informação que indique que este sonho teria um segundo cumprimento. A segunda objecção é que, assumindo que haveria outra realização, a data de 607 AEC para a primeira destruição de Jerusalém não corresponde com a data sustentada pelos historiadores, que seria 586 AEC. A terceira objeção é que nada indica, no contexto imediato, que os sete tempos sejam sete anos proféticos. A quarta objeção é que não há indicação, no contexto imediato do capítulo 4, de que os 2.520 dias devam ser convertidos em 2.520 anos, de acordo com Ezequiel 4:6. Estas quatro objecções inteiramente admissíveis mostram que esta data interpretativa deve ser considerada com cautela e não com dogmatismo. Ora, tendo em conta estas objecções, eis porque esta data e o seu cálculo cronológico foram retidos na linha editorial deste site, como marco histórico reconhecido por muitos historiadores.

    Aqueles que contestam a validade do cálculo desta data dizem que se baseiam num estudo exegético do texto bíblico. Contudo, é apropriado ir até o final desta exegese, admitindo que os textos bíblicos originais não foram divididos em capítulos e versículos. Assim, permanecendo no contexto geral do livro de Daniel, não é apropriado raciocinar ou permanecer no contexto dum único “capítulo” quando este obviamente não dá diretamente o seu significado. Sem necessariamente ir a outro livro bíblico, olhar para o contexto geral do livro de Daniel geralmente pode ser suficiente. Vamos ver como.

    Quanto à primeira objeção que mostra que nada indica, no capítulo 4, que haveria um segundo cumprimento. De qualquer forma, na Bíblia nunca há qualquer indicação direta ou escrita de que haveria dois cumprimentos. Só o contexto nos permite compreendê-lo (ver acima o raciocínio sobre a expressão “grande tribulação”). Além disso, às vezes há relatos bíblicos históricos que, à primeira vista, não têm dimensão profética, no entanto, existem. Vejamos dois exemplos. O relato do maná caindo do céu (Êxodo 16:31-36). Nada, no contexto histórico desta passagem, mostra a dimensão profética desta história. No entanto, Jesus Cristo considerou que realmente tinha uma dimensão profética (João 6:31-58). O relato histórico da fabricação da serpente de cobre (Números 21:7-9). Nada no contexto histórico desta passagem mostra a dimensão profética desta história. No entanto, Jesus Cristo considerou que realmente tinha uma dimensão profética (João 3:14,15).

    Vejamos o sonho de Nabucodonosor, em Daniel capítulo 4. Em primeiro lugar, deve-se notar que é o seu segundo sonho enviado por Deus a este rei (Daniel 2). Em seu primeiro sonho, Daniel diz que Deus lhe revelou (através deste sonho) “o que acontecerá na parte final dos dias”. Assim, o relato histórico de Daniel 2 tem mais do que um simples valor anedótico, mas um valor profético, relativo ao nosso tempo. A questão que se coloca é esta: deveríamos esperar menos da história do segundo sonho dado por Deus ao rei Nabucodonosor? Ou seja, que o escopo deste segundo sonho profético diria respeito ao período final dos dias. Baseando-nos, desta vez, no contexto geral do livro de Daniel, se considerássemos que o segundo sonho do rei Nabucodonosor se aplica apenas ao seu tempo e apenas à sua pessoa, então seria a única visão profética que não seria relacionado ao nosso tempo (Daniel 12:9). Neste caso, não admitir que haveria um segundo cumprimento deste sonho, relativo aos últimos dias, é o que não respeitaria todo o contexto do livro profético de Daniel.

    A segunda objeção é acerca da data de 607 AEC, que corresponderia à primeira destruição de Jerusalém pelos exércitos babilônicos. No entanto, todos os historiadores consideram que este acontecimento aconteceu cerca de 20 anos depois, ou seja, em 586 AEC. Além disso, não há nenhum registro histórico escrito hoje a respeito desta data de 607 AEC. Por que, ao nível bíblico, esta data seria escolhida como ponto de partida? Porque a data do edito de Ciro permitindo o retorno dos judeus a Jerusalém, reconhecida pelos historiadores, foi promulgada em 539 AEC. Os judeus chegaram a Jerusalém em 537 AEC, encerrando 70 anos de desolação daquela cidade, conforme a profecia de Jeremias (Jeremias 25:11,12): “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos para se cumprir a desolação de Jerusalém, conforme mencionado na palavra de Jeová dirigida ao profeta Jeremias; seriam 70 anos” (Daniel 9:2). Se voltarmos 70 anos, de 537 AEC, chegamos a 607 AEC.

    A terceira objeção é acerca dos sete tempos, traduzidos em 7 anos proféticos de 360 ​​dias. É no capítulo 12 que temos a confirmação de que esta correspondência está correta: “Passará um tempo determinado, tempos determinados e metade de um tempo” (Daniel 12:7). Este período corresponderia a 3 tempos e meio, ou três anos e meio proféticos, ou 1260 dias. Então, o anjo menciona dois outros períodos que seriam juntos aos 1.260 dias, ou seja, 1.290 dias (ou seja, 1.260 dias mais 30 dias) (versículo 11), 1.335 dias (ou seja, 1.260 dias mais 75 dias) (versículo 12). O que demonstra que os três tempos e meio correspondem a 1260 dias, e que os 7 tempos representam sete anos proféticos, ou 2520 dias.

    A quarta objeção é acerca da conversão dos 2.520 dias, os famosos sete tempos, em 2.520 anos. Esta conversão existe no livro de Daniel capítulo 9, referente às setenta semanas de anos em Daniel 9:24-27. O interessante é que em nenhum momento a palavra “semana” é escrita acompanhada da palavra “ano”. E ainda assim, dependendo do contexto, nesta profecia, os sete dias da semana são automaticamente traduzidos em semanas de anos. Portanto, fazer corresponder os 2.520 dias em 2.520 anos, para chegar ao período dos últimos dias mencionado na profecia de Daniel, também respeita o seu contexto.

    Portanto, podemos considerar que o ano de 1914 seria o início do reinado do Rei Jesus Cristo no céu, entre os seus inimigos (Salmos 2). Ele está presente no sentido de que, desde esse período, sua atenção está voltada para a terra para agir em nome do povo de Deus (Daniel 12:1). Se a sua presença é atualmente invisível, a sua vinda, pouco antes da grande tribulação, será visível (Mateus 24:30; 25:31-33; Apocalipse 1:7). Foi também durante este ano, ao que parece, segundo o Apocalipse, que o Diabo e os demônios foram expulsos para as vizinhanças da terra, mergulhando o mundo num processo de autodestruição e suicídio colectivo contra a humanidade, que podemos observar particularmente hoje: « Por essa razão, alegrem-se, ó céus, e vocês que residem neles! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu a vocês com grande ira, pois sabe que lhe resta pouco tempo » (Apocalipse 12:12). Porém, um pouco mais adiante, veremos o que o ano de 1914 não representa.

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    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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    Ao ler a Bíblia diariamente, este índice contém artigos bíblicos informativos (clique no link acima para visualizá-lo)…

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  • O sonho da árvore imensa que foi cortada e sua interpretação (Daniel 4)

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    Índice do site

    « Passarão sobre o senhor sete tempos, até que reconheça que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser »

    (Daniel 4:10-25)

    Arbre7

    “‘Nas visões que passaram pela minha mente enquanto eu estava deitado na minha cama, vi uma árvore no meio da terra, e ela era extremamente alta. A árvore cresceu e ficou forte, e o topo dela atingiu os céus; era visível até os confins da terra. Sua folhagem era bela, ela tinha frutos em abundância, e nela havia alimento para todos. Debaixo dela os animais selvagens procuravam sombra, nos seus galhos moravam as aves dos céus, e todas as criaturas se alimentavam dela. “‘Na minha cama, enquanto eu observava as visões que passavam pela minha mente, vi um vigilante, um santo, que descia dos céus. Ele gritou com voz forte: “Derrubem a árvore, cortem os seus galhos, façam cair as suas folhas e espalhem os seus frutos! Que os animais fujam de debaixo dela; e as aves, dos seus galhos. Mas deixem o toco com as raízes na terra, com faixas de ferro e de cobre, no meio da relva do campo. Que ele seja molhado pelo orvalho dos céus, e que a sua porção seja com os animais, no meio da vegetação da terra. Que o seu coração seja mudado para que não seja mais um coração humano, e lhe seja dado um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos. Isso é por decreto dos vigilantes e o pedido é declarado pelos santos, para que todos os que vivem saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece sobre ele até mesmo o mais humilde dos homens.” “‘Esse foi o sonho que eu, o rei Nabucodonosor, tive. Agora, você, ó Beltessazar, diga qual é a interpretação, visto que todos os outros sábios do meu reino são incapazes de me revelar a interpretação. Mas você pode fazer isso, porque em você está o espírito de deuses santos.’ “Nesse momento, Daniel, que recebeu o nome de Beltessazar, ficou pasmado por um instante, e seus pensamentos começaram a amedrontá-lo. “O rei disse: ‘Ó Beltessazar, não permita que o sonho e a interpretação o amedrontem.’ “Beltessazar respondeu: ‘Ó meu senhor, aplique-se o sonho aos que o odeiam, e a interpretação dele aos seus inimigos. “‘A árvore que o senhor viu, que cresceu e ficou forte, cujo topo atingiu os céus e era visível a toda a terra, que tinha bela folhagem, frutos em abundância e alimento para todos, debaixo da qual moravam os animais selvagens e em cujos galhos residiam as aves dos céus, é o senhor, ó rei, porque o senhor se tornou grande e ficou forte; a sua grandeza cresceu e atingiu os céus, e o seu domínio os confins da terra. “‘E o rei viu um vigilante, um santo, que descia dos céus e dizia: “Derrubem a árvore e destruam-na, mas deixem o toco com as raízes na terra, com faixas de ferro e de cobre, no meio da relva do campo. Que ele seja molhado pelo orvalho dos céus, e que a sua porção seja com os animais selvagens, até terem passado sobre ele sete tempos.” Esta é a interpretação, ó rei; é o decreto do Altíssimo que atingirá o meu senhor, o rei. O senhor será expulso do meio dos homens e a sua morada será com os animais selvagens; receberá vegetação para comer, como os touros, e será molhado pelo orvalho dos céus; e passarão sobre o senhor sete tempos, até que reconheça que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser“ (Daniel 4:10-25).

    Arbre9

    Como indica o profeta Daniel, esse sonho se cumpriu posteriormente na pessoa do rei da Babilônia. Devido ao seu orgulho, Deus lhe daria uma lição de humildade e modéstia, afligindo-o com uma doença mental (uma forma de licantropia que o faria acreditar ser um touro selvagem) que o impediria de exercer seu reinado por sete tempos, ou sete anos proféticos de 360 ​​dias. Esse período correspondeu ao abate da árvore, cujo toco permaneceu no solo. Segue o relato histórico desse evento no mesmo capítulo:

    “Doze meses mais tarde, o rei estava caminhando no terraço do palácio real de Babilônia. 30 Ele dizia: “Não é esta Babilônia, a grande, que eu mesmo construí para a casa real, com minha própria força e poder, e para a glória da minha majestade?”

    31 Enquanto a palavra ainda estava na boca do rei, uma voz veio dos céus: “Esta mensagem é para você, ó rei Nabucodonosor: ‘O reino se afastou de você, 32 e você será expulso do meio da humanidade. Sua morada será com os animais selvagens; receberá vegetação para comer, como os touros; e passarão sobre você sete tempos, até que reconheça que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser.’”

    33 Naquele instante se cumpriu a palavra em Nabucodonosor. Ele foi expulso do meio da humanidade e começou a comer vegetação como os touros, seu corpo foi molhado pelo orvalho dos céus, até que o seu cabelo ficou comprido como penas de águia, e as suas unhas eram como garras de aves.

    34 “No fim daquele período, eu, Nabucodonosor, olhei para o céu, e meu entendimento voltou a mim. E eu louvei o Altíssimo; dei louvor e glória Àquele que vive para sempre, porque o seu domínio é um domínio eterno, e o seu reino é de geração após geração. 35 Todos os habitantes da terra são como nada diante dele, e ele age segundo a sua própria vontade com relação ao exército dos céus e os habitantes da terra. Não há ninguém que possa detê-lo ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’

    36 “Naquela ocasião meu entendimento voltou a mim, e a glória do meu reino, a minha majestade e o meu esplendor voltaram a mim. Meus altos funcionários e meus nobres me procuravam ansiosamente; fui restabelecido no meu reino, e foi-me dada uma grandeza ainda maior.

    37 “Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, enalteço e glorifico o Rei dos céus, porque todas as suas obras são verdade e os seus caminhos são justiça, e porque ele pode humilhar os que andam com orgulho.”” (Daniel 4:29-37).

    A questão importante que surge é esta: este sonho terá um segundo cumprimento? Para aqueles que pensam que não, mesmo que esta história seja meramente anedótica, ela ensina uma importante lição de modéstia e humildade, aplicada ao rei da Babilônia e também aplicável a cada um de nós. Por exemplo, após compreender a lição, o rei diz: « Não há ninguém que possa detê-lo ou dizer-lhe: ‘O que fizeste?’ ».

    Embora obviamente nem sempre compreendamos as ações do Pai Celestial, podemos respeitosamente fazer perguntas e pesquisá-las para entendê-las. Por exemplo, por que Ele permite a maldade e o sofrimento? No entanto, seria totalmente inadequado dirigir-se a Ele como se nos devesse uma explicação, perguntando: « O que fizeste? ». Em outro livro da Bíblia, o livro de Jó, o Pai Celestial o leva a refletir por meio de uma série de perguntas retóricas, porque ele tendia a colocar a sua justiça no mesmo nível da do seu Criador (leia Jó, capítulos 38 a 42):

    “Quem é este que está obscurecendo os meus propósitos E falando sem conhecimento? Por favor, prepare-se como um homem; Eu lhe farei perguntas, e você me informará. Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se você acha que tem entendimento. Quem estabeleceu as medidas dela, caso você saiba, Ou quem estendeu sobre ela uma corda de medir?“ (Jó 38:2-5). Deus contrasta a breve existência de Jó com o fato que nem podia estar presente no início da criação, uma maneira bem firme de colocá-lo de volta em seu lugar…

    Ora, situar o relato desse sonho, registrado no livro profético de Daniel, num domínio meramente anedótico, confinado apenas ao passado, levanta questionamentos.

    Nada indica, no capítulo 4, que haveria um segundo cumprimento. De qualquer forma, na Bíblia não há sempre indicação direta ou escrita de que haveria dois cumprimentos. Só o contexto nos permite compreendê-lo. Além disso, às vezes há relatos bíblicos históricos que, à primeira vista, não têm dimensão profética, no entanto, existem. Vejamos dois exemplos. O relato do maná caindo do céu (Êxodo 16:31-36). Nada, no contexto histórico desta passagem, mostra a dimensão profética desta história. No entanto, Jesus Cristo considerou que realmente tinha uma dimensão profética (João 6:31-58). O relato histórico da fabricação da serpente de cobre (Números 21:7-9). Nada no contexto histórico desta passagem mostra a dimensão profética desta história. No entanto, Jesus Cristo considerou que realmente tinha uma dimensão profética (João 3:14,15).

    Vejamos o sonho de Nabucodonosor, em Daniel capítulo 4. Em primeiro lugar, deve-se notar que é o seu segundo sonho enviado por Deus a este rei (Daniel 2). Em seu primeiro sonho, Daniel diz que Deus lhe revelou (através deste sonho) “o que acontecerá na parte final dos dias”. Assim, o relato histórico de Daniel 2 tem mais do que um simples valor anedótico, mas um valor profético, relativo ao nosso tempo. A questão que se coloca é esta: deveríamos esperar menos da história do segundo sonho dado por Deus ao rei Nabucodonosor? Ou seja, que o escopo deste segundo sonho profético diria respeito ao período final dos dias. Baseando-nos, desta vez, no contexto geral do livro de Daniel, se considerássemos que o segundo sonho do rei Nabucodonosor se aplica apenas ao seu tempo e apenas à sua pessoa, então seria a única visão profética que não seria relacionado ao nosso tempo (Daniel 12:9). Neste caso, não admitir que haveria um segundo cumprimento deste sonho, relativo aos últimos dias, é o que não respeitaria todo o contexto do livro profético de Daniel.

    Portanto, no estudo bíblico a seguir, examinaremos, com base nesse sonho, uma aplicação que poderia se referir aos últimos dias, começando, particularmente, no início do século XX e continuando até os nossos dias…

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    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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  • O ferro enfraquecido pela argila, a autoridade enfraquecida por contrapoderes

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    Índice do site

    Daniel4f

    « Quanto ao quarto reino, será forte como o ferro. Pois, assim como o ferro esmaga e tritura tudo o mais, como o ferro que despedaça, ele esmagará e despedaçará a todos esses. (…) E, assim como os dedos dos pés eram parcialmente de ferro e parcialmente de argila, o reino será parcialmente forte e parcialmente frágil. 43 Assim como o senhor viu o ferro misturado com a argila mole, eles estarão misturados com o povo; mas não se aderirão um ao outro, do mesmo modo como o ferro não se mistura com a argila »

    (Daniel 2:40-43)

    Esta análise bíblica é a conclusão do estudo bíblico anterior sobre a profecia de Daniel e o sonho da estátua e sua interpretação (pode clicar no hiperlink para consultá-lo antes de ler este artigo, caso ainda não o tenha feito).

    O ferro simboliza a expressão do poder do Império Romano, e sua extensão no nosso tempo. Simboliza uma força de autoridade imposta politicamente, pelo poder dum exército ou duma força policial. O ferro é o símbolo do metal do qual as armas são forjadas; na época romana, eram espadas, escudos, lanças… E em nossa época, são canhões, rifles, pistolas, metralhadoras, bombas e bombardeiros lançando fogo do céu, para usar a expressão do Livro do Apocalipse, referente à fera com dois chifres de cordeiro, representando o poder mundial atual: “Ela exerce toda a autoridade da primeira fera à vista desta. Faz a terra e os seus habitantes adorar a primeira fera, cuja ferida mortal foi curada. E realiza grandes sinais, até mesmo faz descer fogo do céu para a terra à vista da humanidade” (Apocalipse 13:12,13).

    Por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, a Itália, a Alemanha e o Japão (as Potências do Eixo) mergulharam o mundo no caos e no derramamento de sangue, enquanto as outras nações Aliadas retaliaram. No período pós-Segunda Guerra Mundial, longe de trazerem paz ao mundo, essas mesmas Potências Aliadas, por sua vez, causaram destruição generalizada e muito derramamento de sangue nas guerras pós-coloniais e na Guerra Fria em muitos países.

    No entanto, essas potências de ferro, tiveram sua força militar de ferro, dificultada pela argila. Como? Tomemos dois exemplos, a França e os Estados Unidos: depois da Segunda Guerra Mundial, esses dois países travaram guerras coloniais, na África (no Magrebe), na Ásia (na Coréia, Vietnã, Laos e no Camboja). No plano militar (ferro), esses países sem dúvida exerceram um poder comparável ao ferro que destruiu tudo em seu caminho, com armas de fogo, metralhadoras, canhões, bombas incendiárias destruindo homens, mulheres e crianças que vivem em aldeias e florestas, no Vietnã e no Laos em particular.

    A argila, o gênero humano, a opinião pública, foram rápidos em denunciar as exações dessas grandes potências coloniais, de fato “fragilizaram” sua ação militar (ferro), até o ponto de converter suas vitórias militares, em derrotas políticas e diplomáticas. Mais recentemente, informações confidenciais e sigilosas foram hackeadas, revelando ao público em geral (a argila) abusos cometidos por exércitos (o ferro) contra populações civis no Extremo Oriente, desacreditando assim essas instituições.

    Atualmente, as ações dos governos de ferro, são em grande parte dificultadas pela argila humana, as “muitas águas”, na forma de protestas, revoluções, atos terroristas e movimentos de multidões que enfraquecem a autoridade de “ferro militarizado“, amplamente ajudados pelos sindicatos e os meios de comunicação, particularmente a Internet, que atuou e está atuando como um poderoso freio e contrapoder.

    A profecia de Daniel menciona os “dedos dos pés” de ferro e argila, o que acentua a fragilidade e estabilidade da “estátua”, por meio da balcanização e reivindicações de autonomia que fragmentam grandes impérios. Esse fenômeno se acentuou após a queda da ex-União Soviética, a partir do início dos anos 90. Novas formas de conflitos por ações terroristas generalizadas globalmente, mas também o surgimento da Internet, fazem com que a argila humana, tornou-se, hoje em dia, quase incontrolável pela maioria dos governos com poder policial e de ferro militarizado.

    A argila descontrolada e rebelde, da profecia de Daniel, encontra sua correspondência simbólica com o livro do Apocalipse, com a horizontalidade do mar bravio e das muitas águas: “Um dos sete anjos que tinham as sete tigelas veio e me disse: “Venha, vou lhe mostrar o julgamento da grande prostituta que está sentada sobre muitas águas; (…) Ele me disse: “As águas que você viu, onde a prostituta está sentada, representam povos, multidões, nações e línguas“” (Apocalipse 17:1,15). Enquanto o ferro é representado pela verticalidade governamental do “céu anterior“. No livro de Revelação, está escrito que eles vão desaparecer: “Vi um novo céu e uma nova terra, pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não existia“ (Apocalipse 21:1).

    Para ilustrar o efeito desestabilizador do enfraquecimento do ferro pela presença da argila, outro capítulo da profecia de Daniel afirma que, nos últimos dias, grande parte da humanidade deixaria de respeitar a autoridade: « E na parte final desses reinos, quando os transgressores completarem suas ações, um rei de aparência feroz, que entende declarações ambíguas, se levantará » (Daniel 8:23). Este texto descreve os últimos dias, quando os transgressores prosperariam. Fazem parte da argila que enfraquece a autoridade governamental, que é como ferro. Jesus Cristo também, ao descrever profeticamente os últimos dias, mencionou esse enfraquecimento da autoridade por meio do crescimento do desprezo pela lei: « Por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria esfriará » (Mateus 24:12).

    A conclusão deste sonho prenuncia a destruição da soberania humana (sem Deus), através do estabelecimento, pela força, do Reino de Deus na Terra:

    « Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra foi cortada de um monte, não por mãos, e atingiu os pés da estátua, que eram de ferro e de argila, e os esmigalhou. Então o ferro, a argila, o cobre, a prata e o ouro foram esmigalhados de uma vez só, e ficaram como a palha que voa da eira no verão; o vento os levou embora, de modo que não se podia achar nenhum vestígio deles. Mas a pedra que atingiu a estátua se tornou um grande monte e cobriu a terra inteira. (…) “Nos dias desses reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo. Vai esmigalhar e pôr um fim a todos esses reinos, e somente ele permanecerá para sempre, 45 assim como o senhor viu que uma pedra foi cortada do monte, não por mãos, e que ela esmigalhou o ferro, o cobre, a argila, a prata e o ouro. O Grandioso Deus revelou ao rei o que acontecerá no futuro. O sonho é verdadeiro, e a sua interpretação é digna de confiança”” (Daniel 2:34,35,44,45).

    A pedra que destruirá a estátua até que desapareça por completo representa o Reino de Deus. Será o cumprimento do pedido feito na Oração do Senhor: « Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. 10 Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra » (Mateus 6:9,10).

    Venha o teu Reino: é um governo celestial cujo rei é Jesus Cristo, acompanhado por 144.000 reis e sacerdotes, a Nova Jerusalém, conforme o livro de Apocalipse (Apocalipse 21:1-4). A montanha da qual a pedra foi destacada é a soberania eterna de Deus YHWH (Yeuah), que mais uma vez será exercida no planeta Terra. É por isso que esta pedra que destruirá a estátua se tornará numa montanha sobre toda a terra, em expressão daquela soberania inabalável de Deus.

    ***

    A Profecia do Livro de Daniel

    O estudo da Profecia de Daniel é a análise dos eventos proféticos atuais no Oriente Médio e em todo o mundo…

    A Profecia do Livro de Daniel e o Último Rei com Duro Semblante (Daniel 8:23-25)

    Esta profecia descreve o rosto e a atitude do último rei, da última potência mundial…

    A Profecia de Daniel e a o conflito entre os Dois Reis (Daniel 11)

    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

    Parece que estamos atualmente na fase final do cumprimento da profecia de Daniel sobre os dois reis.

    A Profecia do Livro de Zacarias

    A profecia de Zacarias e seus enigmas proféticos, e as explicações para conhecer o futuro…

    Os Sinais do Fim Deste Sistema de Coisas Descritos por Jesus Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21)

    Jesus Cristo profetizou o fim deste sistema de coisas, com vários sinais preliminares…

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  • O sonho da estátua e sua interpretação (Daniel 2)

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    Índice do site

    A sucessão das potências mundiais na profecia de Daniel

    (Daniel 2)

    A estátua dos quatro metais

    Daniel4

    O rei Nabucodonosor da Babilônia, teve um sonho

    “Ó rei, enquanto o senhor estava observando, apareceu uma enorme estátua. Essa estátua imensa e extremamente brilhante estava na sua frente, e sua aparência era amedrontadora. A cabeça da estátua era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, o abdômen e as coxas eram de cobre, as pernas eram de ferro e os pés eram parcialmente de ferro e parcialmente de argila. Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra foi cortada de um monte, não por mãos, e atingiu os pés da estátua, que eram de ferro e de argila, e os esmigalhou. Então o ferro, a argila, o cobre, a prata e o ouro foram esmigalhados de uma vez só, e ficaram como a palha que voa da eira no verão; o vento os levou embora, de modo que não se podia achar nenhum vestígio deles. Mas a pedra que atingiu a estátua se tornou um grande monte e cobriu a terra inteira” (Daniel 2:31-35).

    Interpretação do sonho

    Esse é o sonho, e agora nós diremos ao rei a sua interpretação. O senhor, ó rei — rei de reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a glória, em cuja mão ele entregou os homens, onde quer que eles morem, e também os animais selvagens e as aves dos céus, e a quem ele fez governante sobre todos eles —, o senhor mesmo é a cabeça de ouro. “Mas depois do senhor surgirá outro reino, inferior ao senhor; e depois outro reino, um terceiro, de cobre, que dominará a terra inteira. “Quanto ao quarto reino, será forte como o ferro. Pois, assim como o ferro esmaga e tritura tudo o mais, como o ferro que despedaça, ele esmagará e despedaçará a todos esses. “E, assim como o senhor viu que os pés e os dedos dos pés eram parcialmente de argila de oleiro e parcialmente de ferro, o reino estará dividido; porém, haverá nele um pouco da dureza do ferro, assim como o senhor viu o ferro misturado com argila mole. E, assim como os dedos dos pés eram parcialmente de ferro e parcialmente de argila, o reino será parcialmente forte e parcialmente frágil.  Assim como o senhor viu o ferro misturado com a argila mole, eles estarão misturados com o povo; mas não se aderirão um ao outro, do mesmo modo como o ferro não se mistura com a argila. “Nos dias desses reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será destruído. E esse reino não passará para as mãos de nenhum outro povo. Vai esmigalhar e pôr um fim a todos esses reinos, e somente ele permanecerá para sempre, assim como o senhor viu que uma pedra foi cortada do monte, não por mãos, e que ela esmigalhou o ferro, o cobre, a argila, a prata e o ouro. O Grandioso Deus revelou ao rei o que acontecerá no futuro. O sonho é verdadeiro, e a sua interpretação é digna de confiança” (Daniel 2:36-45).

    Neste sonho, é descrita profeticamente a sucessão de potências mundiais, desde o tempo de Daniel, quando o reino da Babilônia era a potência mundial dominante, até a grande tribulação, o período da destruição geral da soberania humana, seguido pelo estabelecimento da administração terrestre do reino de Deus. Esta estátua é feita de quatro metais:

    1 – A cabeça de ouro: o império babilônico, representado pelo rei, na época do profeta Daniel:

    “O senhor, ó rei — rei de reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a glória, em cuja mão ele entregou os homens, onde quer que eles morem, e também os animais selvagens e as aves dos céus, e a quem ele fez governante sobre todos eles —, o senhor mesmo é a cabeça de ouro” (Daniel 2:37,38).

    2 – O peito e os braços de prata: o Império Medo-Persa (Daniel 2:39a).

    O relato histórico da transição do poder babilônico para o poder medo-persa encontra-se nos capítulos 5 e 6 de Daniel.

    3 – O abdômen e as coxas  de cobre: ​​o Império Grego (Daniel 2:39b).

    O anúncio profético da transição do império medo-persa para o império grego, através de Alexandre, o Grande, encontra-se em Daniel, capítulo 8 (este capítulo será estudado posteriormente):

    “Eu o vi se aproximar do carneiro, e estava cheio de fúria contra ele. Ele atacou o carneiro e quebrou-lhe os dois chifres, e o carneiro não teve forças para resistir a ele. Ele derrubou o carneiro no chão e o pisoteou, e não houve quem o livrasse do seu poder. Depois o bode se engrandeceu extraordinariamente, mas, assim que se tornou poderoso, o grande chifre foi quebrado; então quatro chifres notáveis surgiram em seu lugar, em direção aos quatro ventos dos céus. (…) O carneiro de dois chifres que você viu representa os reis da Média e da Pérsia. O bode peludo representa o rei da Grécia, e o chifre grande que havia entre os seus olhos representa o primeiro rei. Quanto ao chifre que foi quebrado, de modo que quatro se levantaram em seu lugar, haverá quatro reinos procedentes da nação dele que se levantarão, mas não com o seu poder” (Daniel 8:7,8,20-22).

    Duzentos anos antes, esta profecia predisse o advento de Alexandre, o Grande (o grande chifre) e suas conquistas extremamente rápidas (o bode que não “toca no chão”). A redacção do livro de Daniel foi concluída por volta de 536 AEC, na Babilônia. Alexandre, o Grande, nasceu em 356 aC. Em 336, começou seu reinado. Ele morreu muito jovem, em 323 antes de nossa era: “o grande chifre foi quebrado”.

    4 – As pernas de ferro: O Império Romano (Roma (Império Ocidental) e Constantinopla (Império Oriental) (Daniel 2:40).

    O anúncio profético da transição do poder grego para o romano é detalhado na profecia de Daniel, capítulo 7 (este capítulo será estudado posteriormente):

    “Depois disso, nas visões da noite, continuei olhando, e vi um quarto animal, assustador, medonho e extremamente forte, e ele tinha grandes dentes de ferro. Devorava, triturava e, o que sobrava, ele pisoteava. Era diferente de todos os outros animais antes dele, e tinha dez chifres” (Daniel 7:7).

    Esta quarta fera representa o poder imperial romano; eis como o anjo descreve sua força destrutiva:

    “Ele disse o seguinte: ‘Quanto ao quarto animal, representa um quarto reino que haverá na terra. Ele será diferente de todos os outros reinos; devorará toda a terra e a pisoteará e triturará” (Daniel 7:23).

    No Capítulo 2, o ferro, símbolo do poder romano, estende-se até os pés e dedos, significando sua continuidade até os dias atuais, sendo uma romanização tardia, refletida em seu sistema político, religioso e cultural. Historicamente, e de forma bastante simplificada, após o declínio do Império Romano do Ocidente em 476, o Império Romano do Oriente persistiu até 1453.

    Os povos germânicos vão impor a sua superioridade militar sobre o Império Romano do Ocidente em 476 C.E, e incorporar formalmente o Império Romano do Oriente em 480 C.E. O segundo fator que causou a perda do Império Romano do Ocidente é descrito como uma decadência.

    Em toda Europa ocidental as dinastias de origem germânica vão dominar em superioridade continental de rei do Norte: a dinastia dos merovíngios (século V até meados do VIII). Depois, a dinastia Carolíngia (751 ao século X). Após Carlos Magno, haverá dois reinos : O Reino da França, no Oeste (no reinado da dinastia capetiana (987-1792)). Na Europa de Leste, o Sacro Império Romano (962-1806), o Império prussiano de 1871 a 1918. Os dois reinos são apoiados pelos papas romanos, demonstrando que os principais vetores da Antiguidade Tardia Romana foram políticos e religiosos.

    Assim, o Império Romano do Ocidente encontrou sua continuidade através de Roma e sua extensão até os dias atuais, sob a bandeira da Antiguidade Romana Tardia, amplamente perpetuada pela Igreja Católica Romana, que coroou os reis da Europa Ocidental e também em sua parte germânica na Europa Oriental. A continuidade da cultura romana no Império Romano do Oriente foi alcançada através da Igreja Ortodoxa nos países eslavos da Europa Oriental e dos Balcãs.

    A expansão global dessa cultura romana ocorreu por meio de viagens de exploração e pesquisa em novos continentes, seguidas por conquistas e guerras coloniais que levaram a genocídios de povos indígenas (nas Américas (Norte, Sul e Central), Ásia, Austrália e África). Os principais exportadores dessa cultura romana foram Espanha, Portugal, Holanda, Grã-Bretanha e França. Os Estados Unidos da América são o resultado de guerras de conquista travadas por nações europeias de origem romana. Assim, pode-se dizer que os Estados Unidos da América são uma extensão dessa herança romana.

    Em termos políticos e governamentais, os « Césares » foram substituídos por czares, kaisers, reis, presidentes e primeiros-ministros, com câmaras de deputados ou senados, como na Roma antiga.

    Em termos religiosos, a Igreja Católica abraça plenamente sua identidade romana, identificando-se como romana. Seus ensinamentos, fundamentalmente cristãos (assim como os da Igreja Ortodoxa), foram amplamente mesclados com ensinamentos greco-romanos, como a Trindade, o conceito de inferno, a imortalidade da alma, a veneração dos santos, o culto à Virgem Maria semelhante ao culto à deusa Ártemis de Éfeso e a prática de venerar imagens, ícones e estátuas.

    A filosofia geral atual das nações ocidentais baseia-se no consumismo, no prazer e nas indústrias de entretenimento e turismo industrializadas — o famoso « pão e circo » da Roma antiga (Panem et circenses) — para evitar qualquer revolução ou agitação social.

    5 – Os pés de ferro misturados com argila (assim como os dedos de ferro misturados com argila).

    A presença de argila entre os metais ferrosos dos pés e os dedos dos pés, que de fato enfraquecem a estrutura geral da estátua (a soberania humana mundial). Representa os contrapoderes que enfraquecem a autoridade estabelecida. Estes podem ser movimentos de massas descontrolados, sob a forma de manifestações de rua, sociais e revolucionárias; atos terroristas perpetrados por pequenos grupos; ou meios de comunicação alternativos que minam a propaganda oficial das autoridades no poder. Este antagonismo entre o ferro e o barro enfraquece seriamente a autoridade dos governos vigentes (Daniel 2:41-43).

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    A profecia de Daniel prevê a conclusão de eventos no Oriente Médio…

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